Arquivos para novembro, 2009

Quem investe em algo que se anuncia como próximo do fim?

A edição do Meio & Mensagem de 26 de outubro destaca vários investimentos importantes no meio jornal: o lançamento de um novo título, Brasil Econômico, pelo grupo português Ongoing; a compra do Diário de São Paulo pela Rede Bom Dia; a ampliação dos parques gráficos do Grupo RBS no Rio Grande do Sul e da RPC no Paraná; a ampliação da distribuição do gratuito Metro para o ABC Paulista, entre os principais.

Fosse apenas um caso isolado, poderia se dizer que há um erro de gestão, uma falha de julgamento ou uma obstinação. Mas o que se vê é um movimento de recursos para o fortalecimento do meio jornal proveniente de várias fontes e, além disto, de fontes que demonstram capacidade de visão e gestão comprovada ao longo de décadas.

Tenho falado aqui sobre o jornal em tempos de internet e reafirmo meu prognóstico de que o jornal permanecerá, mesmo após a consolidação e popularização deste novo meio. O que se lê acima corrobora esta visão.

Na mesma edição, Alexandre Zaghi Lemos traz reportagem intitulada “Jornal ainda é o coração da informação”, onde constrói uma interessante abordagem: mesmo que a rentabilidade do meio já tenha passado por dias melhores, a manutenção de títulos de jornais impressos é um pilar de credibilidade, transferível para outros meios, que apoia o negócio da comunicação como um todo. Ele cita Geraldo Leite, sócio-diretor da Singular Arquitetura de Mídia, que afirma: “a mídia impressa é o coração da informação”.

Para o jornalista Matias Molina, citado na mesma reportagem, a queda de circulação é o reflexo de um crescimento forçado nos anos 90, de maneira artificial, com “anabolizantes” (sic) caros. A crise impediu a manutenção do uso destas táticas artificiais, o que “explica parcialmente o declínio da circulação”.

Mas há fatos novos significativos, aponta o entrevistado, como o lançamento de jornais gratuitos e semigratuitos (até R$ 1,00 o exemplar) que atingem a camadas da população até então desconsideradas.

Fico feliz em perceber que minha aposta não é vã, e reforço meu prognóstico: assim como a TV não roubou o espaço do cinema, a internet não será a pedra na lápide do jornal impresso.

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A grande campeã das Olimpíadas pode ser sua marca.

O Brasil vive um momento único de investimentos e planejamento a longo prazo. Teremos uma Copa do Mundo em 2014 e, apenas dois anos depois, sediaremos de forma pioneira na América Latina uma olimpíada.

É um momento de olhar para a frente, projetar o caminho e principalmente começar a caminhar. O cenário é mais do que positivo, com os investimentos que serão feitos para estes dois eventos, que trarão um grande impulso à economia como um todo.

É a ocasião ideal para um planejamento de marca de longo prazo, especialmente se você já sabe o rumo que quer dar à sua marca. Estratégias a perder de vista, com táticas aplicadas a prestação, para que você possa fazer eventuais correções de rumo.

Cabe também considerar a rápida evolução que vimos observando na mídia, em velocidade ainda crescente. Internet móvel, rápida e de amplo acesso exige investimentos bem programados nesta área, considerando inclusive que o seu público será multiplataforma, com acesso através não só de computadores, mas de celulares, pads e outros dispositivos.

Meios cada vez mais rápidos e interativos, que deixarão o Twitter com cara de peça de museu. Broadcast cada vez mais pessoal e acessível, praticado por todos os sites e não apenas pelo Youtube.

Conteúdo cada vez mais será fundamental para criar mais pontos de contato com o público e conquistar suas visitas periódicas. Isto em um mundo onde on e off line serão conceitos ultrapassados.

Considerando estas mudanças e o cenário com que contamos hoje, estou certo de que sua marca merece um planejamento de longo prazo. Talvez o primeiro de sua história, em um país tão acostumado a planejar a curto prazo como o nosso. Eu torço para que você consiga uma medalha de ouro, com sua marca e muito esforço.

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