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	<title>Blog do Paulo Reginato</title>
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	<description>Comunicação, Marketing, Propaganda, PEB</description>
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		<title>A mídia impressa deve seguir a estratégia de Cortés?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 20:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para um registro histórico: quando Hernán Cortés chegou ao atual México, determinado a conquistar o império asteca, determinou que sua frota de navios fosse queimada. Assim, garantia a seus liderados que não havia possibilidade de desistência. Eles deveriam derrotar os astecas ou morrer na tentativa.
Isto registrado, sem pretender dar uma de professor de história, vamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para um registro histórico: quando Hernán Cortés chegou ao atual México, determinado a conquistar o império asteca, determinou que sua frota de navios fosse queimada. Assim, garantia a seus liderados que não havia possibilidade de desistência. Eles deveriam derrotar os astecas ou morrer na tentativa.</p>
<p>Isto registrado, sem pretender dar uma de professor de história, vamos à relação com a mídia impressa da atualidade, antes que você pense que fiquei maluco.</p>
<p>Marc Andreesen é co-criador do Mosaic – o primeiro browser da história, fundador da Netscape e investidor em projetos vitoriosos com Digg e Twitter – em suma, uma autoridade em novas tecnologias.</p>
<p>Em entrevista recente ao <a href="http://techcrunch.com/2010/03/06/andreessen-media-burn-boats/" target="_blank">Techcrunch</a>, Andreesen diz que as empresas de comunicação não conseguem lidar com a mudança constante, o que é comum a quem trabalha na área de tecnologia. O problema, segundo ele, é que o consumidor está em mudança constante. O leitor de jornais e revistas também é leitor de sites e blogs e obtém informação sem custo através deles.</p>
<p>Quem está no negócio da comunicação, diz Andreesen, está também no de tecnologia, pois seus produtos estão sendo consumidos em formato digital. E precisa enfrentar a realidade de que “jornais e revistas que cobrarem pelo acesso ao conteúdo digital não vão chegar onde o público está, pois ele está em uma realidade digital e gratuita”.</p>
<p>A orientação de Andreseen é ao mesmo tempo simples e radical: “queimem seus navios”. Assim como Cortés precisou de um processo radical em sua conquista, ele diz que apenas quem queimar seus navios – ou seja, encerrar o negócio de mídia remunerada pelo leitor – conseguirá conquistar o mercado em constante mudança e impor seu império de comunicação no Novo Mundo da informação disponível. &#8220;Precisa queimar os navios, precisa se comprometer (com o futuro)&#8221;, porque se a mídia tradicional não queimar seus próprios navios, outros vão fazer isso &#8211; avisa Andreessen.</p>
<p>Quando uma autoridade fala algo de tal impacto, eu escuto. Avalio. E principalmente pondero. Creio que Andreseen foi radical demais. Mas Hernán Cortés também foi, e conquistou o maior império da América, em seu tempo. E dessa história resultou a expressão “queimar caravelas”, de tanto uso na literatura de negócios.</p>
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		<title>TV paga ou conteúdo em demanda? Em minha opinião, os dois.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 16:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Meio &#038; Mensagem de 25 de janeiro traz duas reportagens que, em uma primeira leitura, parecem contraditórias. Na página 19, uma reportagem da Advertising Age relata o conflito por que passam as operadoras de TV por assinatura e os fabricantes de equipamentos para entretenimento por demanda, tais como Samsung, Boxee e Apple TV, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Meio &#038; Mensagem de 25 de janeiro traz duas reportagens que, em uma primeira leitura, parecem contraditórias. Na página 19, uma reportagem da Advertising Age relata o conflito por que passam as operadoras de TV por assinatura e os fabricantes de equipamentos para entretenimento por demanda, tais como Samsung, Boxee e Apple TV, que trazem para a tela da sala de estar o conteúdo disponível na internet.</p>
<p>Em paralelo, produtos como Boxee trazem a internet para dentro do televisor, em um modelo semelhante ao que alguns videogames já vinham fazendo.</p>
<p>No centro da questão, está a disputa pela atenção do público. Há quem aposte que a TV por assinatura está com os dias contados, que você optará por assistir on line e sob demanda os programas de TV preferidos. Há quem aposte que você preferirá ter seu sistema de TV tradicional, com grade de horários, e o adicional de poder acessar a internet sem levantar do sofá.</p>
<p>Na mesma edição de Meio &#038; Mensagem, na página 10, há uma pequena reportagem sobre uma pesquisa da Deloitte que reflete minha opinião. Segundo a pesquisa, a TV ainda será o cenário dominante por muitos e muitos anos. O público prefere, como creio, adaptar-se à grade de horários do que buscar o conteúdo sob demanda.</p>
<p>A pesquisa aponta, inclusive, que o acesso de conteúdo pela internet fortalece a audiência da TV por assinatura: ao encontrar, por exemplo, uma série interessante na internet, o público busca acompanhá-la na grade de programação. “Os usuários irão combinar sua televisão com equipamentos isolados para internet, como laptops, smartphones, mp4 e videogames”, aposta o relatório.</p>
<p>Eu concordo com os rumos apontados na pesquisa. Podem mudar os formatos &#8211;  cabo, satélite, ondas de rádio ou até mesmo uso da rede elétrica. Mas o hábito de sentar no sofá em um determinado horário, em um dia certo da semana, para assistir a seu programa favorito, está longe de ser abandonado pelo público.</p>
<p>Longa vida à TV. Longa vida à internet. Onde muitos vêem conflitos, só consigo ver convivência. </p>
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		<title>Kindle: para poucos.</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 12:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O site de tecnologia Gizmodo anunciou em sua versão brasileira a chegada às terras tupiniquins do Kindle DX, que resolve uma série de problemas encontrados por usuários do aparelho nos EUA. O modelo DX vem equipado com suporte a PDF, o que permite a leitura do enorme volume de leitura disponível para download gratuito, isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O site de tecnologia Gizmodo anunciou em sua versão brasileira a chegada às terras tupiniquins do Kindle DX, que resolve uma série de problemas encontrados por usuários do aparelho nos EUA. O modelo DX vem equipado com suporte a PDF, o que permite a leitura do enorme volume de leitura disponível para download gratuito, isso sem falar de obras fáceis de se baixar e livres de copyright da literatura. Com tela de 10”, é mais apropriado para lidar com qualquer conteúdo, não apenas PDF, mas também livros didáticos, cujas páginas de formatação pesada teriam aparência vergonhosa na tela de 6” do Kindle original.</p>
<p>Você deve estar se preparando para comprar o seu. Mas vá com calma: o custo calculado para que você possa pôr as mãos em um, segundo o Gizmodo, é de $995 para o Brasil, ou cerca de R$1.700,00, considerados frete e taxa de importação. Isto tudo para um aparelho que tem uma tela de apenas dez polegadas, mostra apenas imagens em preto e branco e só admite arquivos em formato PDF ou e-books comprados na Amazon.</p>
<p>Não precisa vasculhar muito os sites de busca para descobrir que, com este mesmo dinheiro, você compra um bom notebook ou um excelente computador desktop, topo de linha, com um monitor LCD não menor do que 18,5 polegadas.</p>
<p>Ou seja, ainda não é desta vez que a tecnologia dá o tiro de misericórdia em veículos de papel. Com este dinheiro, e mais o que você precisará gastar para comprar e-books atualizados pela Amazon, você pode assinar durante alguns anos seu jornal e suas revistas preferidas, com a vantagem de que o conteúdo vem em cores e você não dependerá de sinal wireless, carregadores de bateria. Apenas virar as páginas. E ainda sobra pra curtir uma passada mensal na livraria e comprar os livros que mais lhe interessem. Aliás, curtir livraria é um assunto que, um dia, vamos abordar.</p>
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		<title>Há momentos em que nada substitui o papel.</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 14:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista free-lancer Geoffrey James (www.geoffreyjames.com), que já publicou diversos artigos sobre tecnologia, marketing e negócios, entre outros assuntos, escreveu um excelente e bem embasado artigo (blogs.bnet.com/salesmachine/?p=1894) onde apregoa a morte de jornais e revistas convencionais, com base em seis argumentos que, à primeira leitura, soam convincentes:
1. O custo de movimentar papel desde a produção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista free-lancer Geoffrey James (www.geoffreyjames.com), que já publicou diversos artigos sobre tecnologia, marketing e negócios, entre outros assuntos, escreveu um excelente e bem embasado artigo (blogs.bnet.com/salesmachine/?p=1894) onde apregoa a morte de jornais e revistas convencionais, com base em seis argumentos que, à primeira leitura, soam convincentes:</p>
<p>1. O custo de movimentar papel desde a produção até o leitor  é um tremendo desperdício de dinheiro, exceto quando não for a única maneira de fazer as informações chegarem.</p>
<p>2. Com a Internet, o conteúdo se amplia por links, tornando-se mais completo e realmente mais informativo, de forma perfeita e insuperável.</p>
<p>3. O conteúdo da Internet é participativo. O leitor interage com a informação, com os autores, com outros leitores que fazem comentários sobre elas e, assim, se torna parte do que está sendo informado.</p>
<p>4. O conteúdo da Internet é perene (enquanto o site permanecer ativo), permitindo acesso instantâneo e a qualquer tempo.</p>
<p>5. O conteúdo da Internet afeta infinitamente menos o meio-ambiente. Dispensa plantar e destruir milhões de árvores por ano para levar informações de um lado para o outro.</p>
<p>6. Toda a comunicação de marketing na Internet é mensurável, o que é extremamente relevante nestes tempos em que o ROI (Return on Investment) tornou-se tão importante.</p>
<p>Racionalmente, nada a questionar. Mas cabe fazer um paralelo entre o que ocorreu com o surgimento da televisão, quando vários gurus apregoavam a morte do cinema. Assistir a um filme na TV nem de longe traz o prazer de assistir ao mesmo filme no cinema. Da mesma forma, a leitura de uma revista, bem sentado no sofá da sala, é em muito mais prazerosa do que a leitura da mesma reportagem na internet.</p>
<p>O jornal sofre com a instantaneidade da informação da internet. A revista, que aborda seus assuntos com viés de maior profundidade, sofre menos, e assim como o cinema, dificilmente terá fim. Precisará, assim como o jornal, passar por uma revisão que torne seu conteúdo mais adequado a leituras em profundidade, ou tornar-se mais e mais segmentada, focando em nichos de mercado. A quantidade de títulos que temos no Brasil indica que este caminho já é trilhado.</p>
<p>Eu agradeço. Por mais portátil que seja um notebook ou até mesmo um kindle, há momentos em nosso dia-a-dia em que nada substitui uma boa revista. Se é que você me entende.</p>
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		<title>Quem investe em algo que se anuncia como próximo do fim?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 16:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A edição do Meio &#038; Mensagem de 26 de outubro destaca vários investimentos importantes no meio jornal:  o lançamento de um novo título, Brasil Econômico, pelo grupo português Ongoing; a compra do Diário de São Paulo pela Rede Bom Dia; a ampliação dos parques gráficos do Grupo RBS no Rio Grande do Sul e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A edição do Meio &#038; Mensagem de 26 de outubro destaca vários investimentos importantes no meio jornal:  o lançamento de um novo título, Brasil Econômico, pelo grupo português Ongoing; a compra do Diário de São Paulo pela Rede Bom Dia; a ampliação dos parques gráficos do Grupo RBS no Rio Grande do Sul e da RPC no Paraná; a ampliação da distribuição do gratuito Metro para o ABC Paulista, entre os principais.</p>
<p>Fosse apenas um caso isolado, poderia se dizer que há um erro de gestão, uma falha de julgamento ou uma obstinação. Mas o que se vê é um movimento de recursos para o fortalecimento do meio jornal proveniente de várias fontes e, além disto, de fontes que demonstram capacidade de visão e gestão comprovada ao longo de décadas.</p>
<p>Tenho falado aqui sobre o jornal em tempos de internet e reafirmo meu prognóstico de que o jornal permanecerá, mesmo após a consolidação e popularização deste novo meio. O que se lê acima corrobora esta visão.</p>
<p>Na mesma edição, Alexandre Zaghi Lemos traz reportagem intitulada &#8220;Jornal ainda é o coração da informação&#8221;, onde constrói uma interessante abordagem: mesmo que a rentabilidade do meio já tenha passado por dias melhores, a manutenção de títulos de jornais impressos é um pilar de credibilidade, transferível para outros meios, que apoia o negócio da comunicação como um todo. Ele cita Geraldo Leite, sócio-diretor da Singular Arquitetura de Mídia, que afirma: &#8220;a mídia impressa é o coração da informação&#8221;.</p>
<p>Para o jornalista Matias Molina, citado na mesma reportagem, a queda de circulação é o reflexo de um crescimento forçado nos anos 90, de maneira artificial, com &#8220;anabolizantes&#8221; (sic) caros. A crise impediu a manutenção do uso destas táticas artificiais, o que &#8220;explica parcialmente o declínio da circulação&#8221;.</p>
<p>Mas há fatos novos significativos, aponta o entrevistado, como o lançamento de jornais gratuitos e semigratuitos (até R$ 1,00 o exemplar) que atingem a camadas da população até então desconsideradas.</p>
<p>Fico feliz em perceber que minha aposta não é vã, e reforço meu prognóstico: assim como a TV não roubou o espaço do cinema, a internet não será a pedra na lápide do jornal impresso.</p>
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		<title>A grande campeã das Olimpíadas pode ser sua marca.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil vive um momento único de investimentos e planejamento a longo prazo. Teremos uma Copa do Mundo em 2014 e, apenas dois anos depois, sediaremos de forma pioneira na América Latina uma olimpíada.
É um momento de olhar para a frente, projetar o caminho e principalmente começar a caminhar. O cenário é mais do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil vive um momento único de investimentos e planejamento a longo prazo. Teremos uma Copa do Mundo em 2014 e, apenas dois anos depois, sediaremos de forma pioneira na América Latina uma olimpíada.</p>
<p>É um momento de olhar para a frente, projetar o caminho e principalmente começar a caminhar. O cenário é mais do que positivo, com os investimentos que serão feitos para estes dois eventos, que trarão um grande impulso à economia como um todo.</p>
<p>É a ocasião ideal para um planejamento de marca de longo prazo, especialmente se você já sabe o rumo que quer dar à sua marca. Estratégias a perder de vista, com táticas aplicadas a prestação, para que você possa fazer eventuais correções de rumo.</p>
<p>Cabe também considerar a rápida evolução que vimos observando na mídia, em velocidade ainda crescente. Internet móvel, rápida e de amplo acesso exige investimentos bem programados nesta área, considerando inclusive que o seu público será multiplataforma, com acesso através não só de computadores, mas de celulares, pads e outros dispositivos.</p>
<p>Meios cada vez mais rápidos e interativos, que deixarão o Twitter com cara de peça de museu. Broadcast cada vez mais pessoal e acessível, praticado por todos os sites e não apenas pelo Youtube.</p>
<p>Conteúdo cada vez mais será fundamental para criar mais pontos de contato com o público e conquistar suas visitas periódicas. Isto em um mundo onde on e off line serão conceitos ultrapassados.</p>
<p>Considerando estas mudanças e o cenário com que contamos hoje, estou certo de que sua marca merece um planejamento de longo prazo. Talvez o primeiro de sua história, em um país tão acostumado a planejar a curto prazo como o nosso. Eu torço para que você consiga uma medalha de ouro, com sua marca e muito esforço.</p>
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		<title>Sua biblioteca vai virar papel digital.</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 20:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Milhões de minúsculas esferas. Metade pretas, metade brancas. Todas polarizadas, de modo que, submetidas à carga magnética adequada, criam, uma ao lado da outra, tons que vão do branco total ao preto absoluto, passando pelas mais sutis nuances de cinza. Este é o papel digital, base do tão comentado Kindle e diversos outros devices chamados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Milhões de minúsculas esferas. Metade pretas, metade brancas. Todas polarizadas, de modo que, submetidas à carga magnética adequada, criam, uma ao lado da outra, tons que vão do branco total ao preto absoluto, passando pelas mais sutis nuances de cinza. Este é o papel digital, base do tão comentado Kindle e diversos outros devices chamados de livros eletrônicos. A forma mais confortável de ler em meio eletrônico, com reflexão de luz como no papel tradicional, sem oscilações de frequência nem emissão de luz que cansam os olhos, como ocorre no monitor onde você me lê neste exato momento.</p>
<p>O funcionamento é simples: sinal wi-fi, que descarrega arquivos digitais contendo livros, jornais ou revistas completos; armazenados em memória flash e acionados por botões de comando simples e intuitivos, que permitem “virar” páginas, abrir e fechar arquivos de livros e memorizar a página onde você estava, como um marcador de páginas virtual. O Kindle, por exemplo, baixa o acervo da Amazon, por custos bem menores que os de compra de um livro físico.</p>
<p>Já é um sucesso. O grupo de pesquisa de tecnologia Forrester antecipa que cerca de três milhões de leitores eletrônicos sejam vendidos este ano nos Estados Unidos, ante uma base anterior de cerca de um milhão, com a ajuda de preços mais baixos, mais conteúdo e uma melhor distribuição, segundo o G1.</p>
<p>Um único device, toda uma biblioteca. E mais: revistas, informativos, jornais. O Globo, de forma pioneira, já está disponível para os usuários do Kindle, através da loja virtual Amazon. Outros virão rapidamente. Da mesma forma que outros meios de provimento e fabricantes de hardware.<br />
O Google, talvez a maior empresa mundial do ramo hoje, anunciou na semana passada o lançamento do Google Edition para o primeiro semestre do ano que vem, oferecendo inicialmente cerca de meio milhão de livros, em parceria com editoras que já cooperam com a empresa e já licenciaram a ela seus direitos digitais.</p>
<p>Empresas como Fujitsu, Asus, Apple e outros fabricantes de hardware antecipam seus próprios livros eletrônicos em papel digital. A própria Barnes &#038; Nobles, concorrente da Amazon, anuncia seu hardware com o mesmo objetivo do Kindle.</p>
<p>Sua biblioteca em breve vai fazer companhia a sua coleção de LPs, suas fitas VHS e seus negativos fotográficos. Objetos que você guarda com carinho. Mas não usa, em virtude da praticidade com que a tecnologia nos brinda.</p>
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		<title>Digit-all places.</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 17:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lembro, como você, que no início deste século as pessoas sentavam-se ao redor do rádio, que ocupava espaço privilegiado na sala de estar, a ouvirem música, informarem-se dos acontecimentos (muitas vezes com dias e mesmo semanas de atraso). Lembro também que este espaço foi logo ocupado por aparelhos de televisão que eram montados em móveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro, como você, que no início deste século as pessoas sentavam-se ao redor do rádio, que ocupava espaço privilegiado na sala de estar, a ouvirem música, informarem-se dos acontecimentos (muitas vezes com dias e mesmo semanas de atraso). Lembro também que este espaço foi logo ocupado por aparelhos de televisão que eram montados em móveis pesados, de madeira, muitas vezes com uma eletrola ao lado, e demoravam um bom tempo até que as válvulas aquecessem o suficiente para mostrar a imagem em preto-e-branco.</p>
<p>Isto parece fazer parte de um passado muito remoto, mas foi apenas em 3 de abril de 1950, quando muitos de nós já éramos nascidos e alguns até mesmo crescidos, que pela primeira vez a imagem da TV Tupi entrou em um lar brasileiro. De lá para cá, os televisores transistorizaram-se, miniaturizaram-se e, em consequência, popularizaram-se.</p>
<p>Imagine a quebra de paradigma que foi passar a ter um rádio que mostrava imagens! Que permitiu ver, entre outras coisas, os primeiros passos do homem na Lua, a guerra fria, a morte de Kennedy, a primeira eleição direta após 21 anos de ditadura, apenas para citar alguns momentos importantes que testemunhamos, bem instalados no sofá de casa.</p>
<p>Agora, com a TV Digital, estamos às portas de uma nova quebra de tecnologia. A experiência de ver TV nunca mais será a mesma. A sala de estar está liberada para outros fins: a TV agora está no seu bolso, no celular, no banheiro, na cozinha, no ônibus. Assistir TV passa a ser uma atividade cada vez mais individual e onipresente em seu dia-a-dia. Melhor dizendo, um atividade também mais individual, pois a telona de LCD trará para esta sala quase a mesma sensação de estarmos num cinema. </p>
<p>A interatividade, tão apregoada, não creio que virá. Além das limitações tecnológicas – os televisores digitais ainda serão aparelhos one-way, sem mecanismos de retorno – a internet cumpre com mais facilidade e versatilidade com as prerrogativas da interação. Mas a TV cumprirá um papel importante, mantendo-nos informados e levando entretenimento até onde estivermos. Não estamos mais em função da televisão, ela é que passa a estar em função de cada um de nós. Digit-all. All places. All time. </p>
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		<title>Adeus, zapping. Bem vindo, Youtube.</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 14:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma expressão que você já conhece – o zapping, que consiste em manter-se a mudar de canal continuamente até encontrar um programa de seu interesse – está com os dias contados. Da mesma forma, as tradicionais discussões entre marido e mulher para ver quem fica com o controle remoto e o olho grudado no relógio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma expressão que você já conhece – o zapping, que consiste em manter-se a mudar de canal continuamente até encontrar um programa de seu interesse – está com os dias contados. Da mesma forma, as tradicionais discussões entre marido e mulher para ver quem fica com o controle remoto e o olho grudado no relógio para ver a que hora começa sua série preferida.</p>
<p>Sim, a programação sob demanda já está ao alcance de nossas mãos. Mais especificamente ao alcance do dedo indicador, que clica o mouse. O Youtube, que surgiu como uma ferramenta para compartilhamento de vídeo, é um dos sites mais acessados no mundo.</p>
<p>Em julho de 2008, segundo<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u443647.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u443647.shtml</a>, apenas nos EUA o Youtube teve 5 milhões de acessos, correspondendo a nada menos de 44% do mercado de vídeo on-demand.</p>
<p>Notícias mais recentes dão conta de que o site está em negociações com produtoras como Sony, Warner Bros e Lions Gate Entertainment para exibição de filmes, diz<br />
<a href="http://tvnet.sapo.pt/noticias/video_detalhes.php?id=48058">http://tvnet.sapo.pt/noticias/video_detalhes.php?id=48058</a>. A um custo de U$ 3,99 por filme, com lançamento simultâneo ao DVD.</p>
<p>O fato é que buscar entretenimento audiovisual tornou-se uma prática de nosso dia-a-dia. Busque em sua memória as vezes em que acessou o Youtube recentemente e você confirmará isto. </p>
<p>Um hábito novo que traz mudanças comportamentais: o assistir TV passa a ser uma experiência individual e não mais coletiva. A TV passa estar a nossa disposição, e não mais ficamos à disposição da grade de programação que ela oferece.</p>
<p>Este é um movimento que tende a crescer. Serviços especializados de IPTV, ou seja, TV via protocolo IP, prometem oferecer conteúdos cada vez mais diversificados. Emissoras de TV como Fox já se adequaram e passaram a oferecer suas séries nos sites, para você assistir na hora que quiser. Uma tendência irreversível, que põe o controle da programação em suas mãos. Mais especificamente ao alcance do dedo indicador.</p>
<p>Adeus, zapping. Olá, clicking.</p>
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		<title>O Big Brother existe: é você.</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 17:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[MDOH. Mais uma sigla para complicar sua vida? Pelo contrário. MDOH significa Mídia Digital Out of Home. Uma nova categoria da comunicação que você ainda nem sabia que existia, mas que já está presente em sua vida.
No aeroporto, no terminal de ônibus, no supermercado, você recebe conteúdo especialmente gerado através de telas de LCD. Isto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MDOH. Mais uma sigla para complicar sua vida? Pelo contrário. MDOH significa Mídia Digital Out of Home. Uma nova categoria da comunicação que você ainda nem sabia que existia, mas que já está presente em sua vida.</p>
<p>No aeroporto, no terminal de ônibus, no supermercado, você recebe conteúdo especialmente gerado através de telas de LCD. Isto é MDOH. Um meio que une a mídia digital aos formatos tradicionais e substitui gradualmente a publicidade em espaços públicos, cada vez mais restrita nas cidades brasileiras. Uma nova forma de comunicação que tende a se tornar onipresente.</p>
<p>As possibilidades de brand experience são inéditas e o que tem sido feito é apenas o começo: o futuro aponta para a direção do conteúdo interativo, onde o consumidor poderá escolher a programação que quer assistir em seus períodos fora de casa. No celular, no restaurante, na fila do cinema, no táxi, o big brother passa a ser cada cidadão, que poderá ver o mundo na forma e na medida que quer, onde quiser. Imagine o que isto significa em termos de relacionamento de marca. Locais onde há grande tempo de espera, como maternidades e aeroportos, já contam com programação própria, remunerada pela publicidade.</p>
<p>O mercado de MDOH só tende a crescer. Por conta da mídia out-of-home, a participação da mídia exterior, que dava sinais de extinção, aumentou de 2,4 para 2,9% em um ano, em um crescimento que só perde para o da internet. O faturamento bruto aumentou em 3,8%. Luiz Roberto Valente, diretor do Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior de São Paulo, diz que a MDOH deve aumentar seu share dos atuais 12 para 20% brevemente, em relação ao total de mídia exterior.</p>
<p>Pesquisa Ipsos Marplan na Grande SP, em 2008, mostra que 67% dos entrevistados lembravam de ter visto alguma programação em MDOH, o que mostra que os grandes centros já tornaram esta alternativa em realidade.</p>
<p>Técnicas como Display Show exibem comerciais de um determinado produto no PDV, quando o consumidor para em frente a uma imagem deste produto. A Globo prepara-se para distribuir seu conteúdo em 300 ônibus em São Paulo, com programação legendada. Empresas especializadas geram conteúdo para ônibus sem áudio, sem breaks (os comerciais são distribuídos ao longo da programação) e com loop de uma hora. Ao mesmo tempo, o aumento do número de cidades que restringem a publicidade ao ar livre é crescente. Adeus, outdoor. Bem vinda, MDOH. Meu amigo, o verdadeiro big brother é você.</p>
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